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foto: gustavo ramos
dam superfícies

SUPERFÍCIES ( 2010 )

 

O trabalho investiga a contraposição de forças em função de estabelecer estados de equilíbrio. O conceito se demonstra a partir do contato entre duas superfícies e pelo nível de pressão ao qual são submetidas. Portanto, quanto maior a força imprimida, mais estática e fragmentada se torna a condição do movimento, por sua vez quanto menor, mais dinâmica e contínua se torna esta condição. Objetos no formato de placas foram desenvolvidos para representar através da sua dinâmica de deslize o conceito observado para a fundamentação da obra. Determinado por uma composição ora ordenada, ora aleatória, este jogo de forças cria contrastes que podem ser notados em todos os elementos decorrentes em cena: o branco e o preto do cenário, a presença do som ou do silêncio, a ação vertical ou horizontal dos performers, a sustentação e queda dos objetos e os fluxos contínuos ou fragmentados por eles desenvolvidos.

 

 

Ficha Técnica

Concepção e Direção - Roberto Ramos
Pesquisa e Desenvolvimento - Gustavo Ramos e Roberto Ramos
Trilha Sonora - Gustavo Ramos
Design Cênico e Objetos - Roberto Ramos
Performance - Catalina Cappeletti, Gustavo Ramos e Roberto Ramos
Produção Executiva - Zizi Giraud
Produção Geral - Hálux Produção Cultural
Patrocínio - Petrobras
Apoio - Pact Zollverein

 

Duração

70 minutos

 

A idéia original do espetáculo "Superfícies" surgiu inicialmente no ano de 2002 mas na época o desenvolvimento do projeto teve que ser adiado por tempo indeterminado devido a falta de recursos, até surgir o momento oportuno para sua aplicação.

 

Patrocinado pela Petrobras, "Superfícies" recebeu também o apoio do Programa de Residências Artísticas do PACT Zollverein, na Alemanha, onde foi realizada toda a fase de pré-produção do espetáculo.

 

Desde as primeiras experiências, o foco da elaboração da linguagem da obra foi a diversidade de possibilidades extraídas da relação da pressão, impulso e deslize entre o corpo e superfícies de contato.



Vários objetos foram testados até se encontrar uma versão ideal, que se mostrasse versátil o bastante para proporcionar a ação plena do performer, dentro do estudo realizado. As placas são, ao mesmo tempo, uma representação simples do conceito estrutural da obra e o elemento que conduz e integra a ação ao espaço cênico. Os performers as manipulam junto ao corpo, a princípio nos planos horizontal e vertical, e posteriormente mantendo a manutenção da percepção entre estes dois planos através da sua transição vetorial, que consequentemente fragmenta o espaço, estimulando a criação de teores e as graduações de movimento.

 

O espaço cênico surgiu da necessidade de conexão das ações dos performers nos planos horizontal e vertical. O cenário, em sua disposição específica, cria os ângulos e o aspecto visual necessários para a exposição da cena. O aspecto plástico da idéia original foi mantido para enfatizar a composição monocromática do cenário branco em contraste com os objetos e figurinos compostos em preto. Seguindo esta mesma dinâmica de contraposição de forças, som e silêncio se alternam durante todo o andamento do espetáculo, procurando ressaltar as essências plásticas e cinéticas de cada cena.