

Spiro é um estudo dinâmico que condensa som, forma e movimento em uma linguagem híbrida que não se define propriamente como música ou dança. Os objetos utilizados funcionam como instrumentos inerciais, e suas diferentes configurações constroem o estado abstrato da peça a partir de uma composição geométrica e minimalista. A materialização de um corpo sonoro no espaço se faz presente em contrate com o silêncio.
Ficha Técnica
Direção - Roberto Ramos
Concepção e Desenvolvimento - Roberto Ramos e Gustavo Ramos
Pesquisa Sonora - Gustavo Ramos
Projeto Cênico, Estrutura Metálica e Objetos - Roberto Ramos
Performance - Catalina Cappeletti, Gustavo Ramos e Roberto Ramos
Produção Executiva - Zizi Giraud
Produção Geral - Hálux Produção Cultural
Apoio - Programa Rumos Itaú Cultural Dança
Duração
60 minutos
Em "Spiro" os sons que são produzidos estão totalmente submetidos à movimentação dos objetos cênicos: não existe som sem movimento, cada escolha de movimento produz um diferente tipo de som, e ambos geram formas impressas no espaço. Esta relação ligada ao tempo, ao silêncio, à velocidade, à gravidade e às decisões dos performers orquestra todo o processo de desenvolvimento das cenas.
A natureza dos objetos direciona a percepção dos performers, já que cada movimento, som e desenho criados através da disposição destes objetos estão submetidos às suas qualidades cinéticas e suas proporções específicas.
A cenografia da peça foi concebida para proporcionar a distribuição dos objetos, como também a sua dinâmica em cena. A luz é utilizada para demarcar o espaço, viabilizando a manipulação e a troca de objetos durante as cenas que se alternam. Seis focos retangulares dispostos nas laterais do palco servem de estações, onde os objetos cêicos sâo depositados ou posicionados em função da sua necessidade em cena, enquanto a área central do palco é definida por uma luz geral branca recortada, formando um grande retângulo, dentro do qual se concentra a performance. No início da peça, todos os objetos encontram-se distribuídos nas estações laterais, que no decorrer das cenas, funcionam como pontos de transição para esses objetos. Ao final do trabalho, todos os objetos presentes em cena deixam as estações, conectando-se em uma única estrutura metálica interativa.